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Catarata e Lentes Intraoculares

A catarata não chega de uma hora para outra. Ela vem como uma névoa que vai se espessando.

A catarata é a opacificação progressiva do cristalino, a lente natural do olho. No início, você pode notar uma leve sensibilidade à luz ou cores menos vibrantes. Com o tempo, a visão vai ficando cada vez mais turva, até comprometer atividades simples do dia a dia. Por evoluir devagar, é comum que o paciente se adapte à perda antes de percebê-la.

O tratamento é exclusivamente cirúrgico — e a cirurgia de catarata é uma das mais seguras e eficazes da medicina, com alta taxa de sucesso e recuperação rápida.

Na Clínica de Olhos Dr. Lívio Callou, a cirurgia é realizada por facoemulsificação: o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom e removido por microincisão, sendo substituído por uma lente intraocular.

Tipos de lente intraocular:

  • Monofocal — corrige a visão em uma distância
  • Multifocal — corrige perto e longe, com maior independência dos óculos
  • Tórica — corrige simultaneamente o astigmatismo

A escolha da lente é definida em consulta, a partir da biometria óptica (IOL Master), do perfil de uso da visão de cada paciente e da avaliação das demais estruturas oculares.

Não deixe a névoa tomar conta.

Glaucoma

O glaucoma não tem cura, mas tem controle. Quando tratado corretamente, a maioria dos pacientes preserva a visão.

O glaucoma é uma doença crônica que lesiona progressivamente o nervo óptico, em geral associada ao aumento da pressão intraocular. A perda de campo visual começa pela periferia e avança em direção ao centro — motivo pelo qual passa despercebida por anos. Não dói, não embaça e não avisa.

A lesão do nervo óptico é irreversível. O diagnóstico precoce é o único fator sob controle.

Fatores de risco: histórico familiar, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia alta, diabetes, uso prolongado de corticoides, ascendência africana.

Diagnóstico e acompanhamento: tonometria, curva tensional diária, gonioscopia, paquimetria, campimetria computadorizada e OCT de nervo óptico.

Tratamento: colírios hipotensores, laser (iridotomia, trabeculoplastia) e, quando indicado, cirurgia — trabeculectomia, implante de dispositivo de drenagem (Ahmed, Susanna) ou cirurgia combinada com catarata.

Retina e Vítreo

A retina é a tela de projeção do seu olho, é nela que as imagens do mundo se formam antes de chegar ao cérebro.

Quando algo dá errado nessa “tela”, a visão pode ser comprometida de forma séria e, em alguns casos, irreversível.

Principais condições tratadas:

  • Retinopatia diabética
  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)
  • Descolamento de retina
  • Oclusões vasculares da retina
  • Buraco macular e membrana epirretiniana
  • Hemorragia vítrea

Sinais de alerta que exigem avaliação urgente:

  • Flashes de luz repentinos
  • Aumento súbito de “moscas volantes” no campo visual
  • Sensação de cortina ou sombra cobrindo parte da visão
  • Visão central turva ou distorcida

Diagnóstico: mapeamento de retina, retinografia, OCT de retina e ecografia ocular.

Tratamento: fotocoagulação a laser, injeções intravítreas antiangiogênicas, implantes farmacológicos e cirurgia vitreorretiniana — vitrectomia, retinopexia e implante de óleo de silicone.

Diabetes exige exame de fundo de olho anual, mesmo sem sintomas. A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva no Brasil, e é assintomática em suas fases iniciais.

Córnea e Doenças Oculares Externas

Seu grau está sempre aumentando? Isso pode ser um sinal de alerta dos seus olhos.

O aumento frequente do grau pode ser um sinal de ceratocone — e ficar atento aos sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce.

Principais condições:

  • Ceratocone — afinamento e deformação progressiva da córnea, geralmente iniciado na adolescência
  • Olho seco — disfunção do filme lacrimal, com ardência, sensação de areia e visão flutuante
  • Pterígio — crescimento de tecido sobre a córnea, associado à exposição solar
  • Ceratites, conjuntivites e infecções da superfície ocular
  • Distrofias e opacidades corneanas

Diagnóstico: tomografia de córnea (Pentacam), microscopia especular, paquimetria, teste de Schirmer e rosa bengala.

Tratamento: tratamento clínico da superfície ocular, crosslinking de colágeno para estabilização do ceratocone, adaptação de lentes de contato especiais e exérese de pterígio.

Coçar os olhos com frequência é o principal fator modificável de progressão do ceratocone. Embora pareça um gesto inofensivo, esfregar os olhos com frequência pode enfraquecer a córnea e favorecer o desenvolvimento ou a progressão da doença.

Cirurgia Refrativa

Correção definitiva de miopia, hipermetropia e astigmatismo quando há indicação técnica para isso.

A cirurgia refrativa remodela a curvatura da córnea com Excimer Laser, corrigindo o erro refracional e reduzindo ou eliminando a dependência de óculos e lentes de contato.

Técnicas realizadas: LASIK, PRK e PTK.

Nem todo paciente é candidato. A indicação depende de grau estável por pelo menos um ano, espessura corneana adequada, ausência de ceratocone ou suspeita de ceratocone, e saúde ocular geral preservada. A avaliação pré-operatória inclui tomografia de córnea (Pentacam), paquimetria e exame refracional completo sob cicloplegia.

A conduta da clínica é direta: quando os exames contraindicam a cirurgia, isso é informado ao paciente, com as alternativas disponíveis.

Plástica Ocular e Vias Lacrimais

A pálpebra protege o olho. Quando falha nessa função, o problema deixa de ser estético.

A oculoplástica trata das estruturas que envolvem e protegem o globo ocular — pálpebras, órbita e vias lacrimais —, com indicações funcionais e estéticas.

Condições tratadas:

  • Ptose palpebral — queda da pálpebra superior, com obstrução do campo visual
  • Dermatocálase — excesso de pele nas pálpebras, que pesa e limita a visão superior
  • Entrópio e ectrópio — pálpebra virada para dentro ou para fora
  • Triquíase — cílios que crescem em direção ao olho e lesionam a córnea
  • Obstrução de vias lacrimais — lacrimejamento constante e infecções de repetição
  • Blefaroespasmo — contração involuntária das pálpebras

Procedimentos: blefaroplastia superior e inferior, correção de ptose, entrópio, ectrópio e triquíase, sondagem e dacriocistorrinostomia, aplicação de toxina botulínica funcional e estética.

Estrabismo

Quanto antes tratar, melhor o resultado.

Notou que o olhinho do seu filho está desviando para um lado? Esse pode ser sinal de estrabismo — e o momento do tratamento determina o resultado para a visão e para o desenvolvimento da criança.

O estrabismo não é só estético. Quando não tratado, pode levar à ambliopia (o “olho preguiçoso”), comprometendo permanentemente a visão do olho afetado. Em adultos, costuma cursar com visão dupla.

Diagnóstico: exame de motilidade ocular, avaliação refracional sob cicloplegia e testes de visão binocular.

Tratamento: correção óptica, oclusão (tampão ocular), exercícios visuais, aplicação de toxina botulínica e cirurgia de correção do estrabismo.

Oftalmopediatria

A criança não sabe que enxerga mal. Ela acha que todo mundo enxerga assim.

A visão se desenvolve nos primeiros anos de vida. Alterações não corrigidas nesse período podem se tornar permanentes, ainda que tratadas depois — o que faz do diagnóstico precoce o fator determinante do resultado.

A primeira consulta com o oftalmopediatra pode ser feita ainda nos primeiros meses de vida.

Quando levar ao oftalmologista:

  • Teste do olhinho na maternidade, e avaliação no primeiro ano de vida
  • Desvio de um dos olhos, em qualquer idade
  • Criança que se aproxima muito da TV, aperta os olhos ou inclina a cabeça para enxergar
  • Queixa de dor de cabeça, dificuldade de leitura ou queda no desempenho escolar
  • Reflexo esbranquiçado na pupila em fotografias com flash — avaliação imediata
  • Histórico familiar de erros refracionais altos, estrabismo ou doenças oculares

Condições tratadas: ambliopia, estrabismo, erros refracionais, obstrução congênita de vias lacrimais, catarata congênita e glaucoma congênito.

Controle da progressão da miopia infantil: a miopia tem aumentado em todo o mundo, especialmente entre crianças e adolescentes. Existem lentes desenvolvidas para desacelerar a progressão durante o período de crescimento ocular, com tecnologias que modificam a forma como a luz chega à retina. Nem toda criança precisa desse tratamento — a indicação depende de idade, grau e velocidade de progressão.

Lentes de Contato

Lente de contato é dispositivo médico. A adaptação é ato médico.

A adaptação de lentes de contato exige avaliação da curvatura corneana, da qualidade do filme lacrimal e da saúde da superfície ocular. Lentes adquiridas sem prescrição e sem adaptação estão associadas a ceratites, úlceras de córnea e perda visual permanente.

Realizamos:

  • Adaptação de lentes gelatinosas e rígidas gás-permeáveis
  • Adaptação de lentes especiais para ceratocone
  • Lentes para controle da progressão da miopia infantil
  • Acompanhamento periódico da superfície ocular em usuários de lentes
  • Orientação de higiene, tempo de uso e substituição

Todas as especialidades oftalmológicas em um só lugar.